Analista prevê 1 milhão de Wii vendidos por mês

Agosto 12, 2008

De acordo com uma previsão de estudos feita pelo analista Michael Pachter, da empresa Wedbush Morgan, o Nintendo Wii poderia chegar a vender mais de 1 milhão de unidades por mês só nos Estados Unidos por conta da valorização da moeda americana.

Isso porque, se forem tomados por base os números de vendas nos últimos meses em solo americano, o Wii consegue comercializar mais que os rivais Playstation 3 e Xbox 360 somados. No segundo trimestre deste ano, por exemplo, 685 mil Wii foram comprados, contra 300 mil do que estava normalmente acontecendo.

Consumo canalizado

Sobre os 50% de aumento, Patcher afirma que o suprimento do último ano deve ter ficado entre 700 mil e 900 mil unidades. Mas como a Nintendo decidiu desviar uma porção significante desse estoque para a Europa a partir de abril de 2007, pela desvalorização do dólar ante ao euro, as vendas nos EUA foram menos lucrativas para a companhia do que as da Europa.

“Parece que o consumo europeu de consoles já conseguiu suprir a demanda, enquanto que ao mesmo tempo, o dólar americano vem obtendo melhorias significativas com relação à moeda japonesa, o que viabiliza muit o aumento de envio de unidades extras aos EUA”, comenta.

“Como resultado, acreditamos que a companhia deva enviar para os EUA um número próximo ou superior à sua demanda necessária para o mês de agosto”.

Segundo lugar disputado

A Microsoft recém anunciou que vai aumentar o disco rígido de seu modelo de US$ 350 com 20GB para 60GB, mantendo o mesmo preço. “Acreditamos que a Sony ganhará uma vantagem competitiva com o aumento da base instalada de TVs de alta definição, dado o Blu-ray no PS3. E achamos que a tentativa da Microsoft de ganhar espaço com o aumento do seu disco rígido é imprudente”, critica Pacther.

“No final das contas, há consumidores do lado de fora que serão influenciados mais pelo preço do que pelas funcionalidades dos aparelhos. Além disso, acreditamos que a Microsoft deveria aproveitar a oportunidade para ganhar de mais vantagem sobre a Sony cortando o preço do X360 para menos de US$ 300 permanentemente”, finaliza.


Elementos religiosos de Spore irritam ateus

Agosto 12, 2008

Em depoimento ao site Eurogamer, o criador do inovador game que simula a vida “Spore“, Will Wright, falou que mais ateus do que religiosos têm reclamado dos aspectos espirituais contidos no jogo.

A principal razão disso é que, ao chegar no estágio onde o jogador deve controlar uma civilização com os indivíduos criados desde sua fase celular, é possível guiar sua sociedade pelos rumos militar, econômico ou espiritual.

“Não esperava que isto fosse incomodar tanto os ateus. Na verdade, esperava isto é dos religiosos. Mas até agora, não recebi críticas de ninguém mais religioso que viesse reclamar que representávamos a religião erroneamente, ou que era errado representar religião em um jogo”, desabafou Wright.

Cuidados na produção

Wright, que é ateu, revela que comentários de outros produtores ainda ajudaram a identificar problemas deste tipo bem no início da produção do game por terem funcionários na equipe que são bem religiosos. “Nossa equipe tentou fazer coisas não ofensivas às pessoas religiosas, mas queríamos incluir a idéia de religião no nosso produto”.

“Não quisemos nos aprofundar demais neste tema e deixamos a questão sobre a criação do Universo em aberto. Como um jogador, você chega e joga algo como um verdadeiro Deus e guia a evolução de uma espécie. Mas nós nunca declaramos quem o jogador realmente é”, finaliza o produtor.

Idéia diferenciada

Em “Sporeo jogador irá evoluir seu ser vivo do nível celular ao espacial, da complexidade vista em seres celulares a outros com funções cerebrais mais elaboradas. Daqui em diante, o jogo muda de foco, tornando-se algo mais próximo a um RTS em que exércitos de criaturas serão controladas.

O título deve der lançado mundialmente para PC, Nintendo DS e iPhone no dia sete de setembro próximo. Veja algumas fotos e um vídeo.


Estudo relata 174 milhões de jogadores nos Estados Unidos

Agosto 12, 2008

Segundo informações liberadas por um estudo feito pelo grupo americano de pesquisa sobre o mercado de jogos, existem, ao menos, 174 milhões de jogadores espalhados por todo território estadunidense.

A pesquisa foi realizada entre novembro de 2007 a janeiro de 2008, no qual foram entrevistadas 20 mil pessoas, com idade entre 2 e 99 anos. O foco das perguntas se centrou em hábitos de compra e de utilização regular de games.

PC em destaque

Os jogadores de PC aparecem em maior número na pesquisa, sendo que jogadores de games online representam 14% do total. Os que jogam offline computam 15% e viciados respondem por 9%.

Os gamers de console representam 14%, sendo que os entusiastas e jovens possuem 22% de mercado e os jogadores menos ávidos são 20% do bolo. Já os mais fanáticos totalizam 3%. A NPD, entretanto não forneceu descrições detalhadas para cada grupo.

Sociedade consumista

Os jogadores ditos ‘hardcore’ (os mais viciados) são os que mais gastam com games, chegando a comprar 24 títulos num período de três meses e gastam cerca de 45 horas por semana com seu hobby. As plataformas preferidas desse público são o Xbox 360 e o PlayStation 3 e metade desse grupo é interessado por conteúdos comprados via internet.

Já os entusiastas (menos viciados que os hardcore) compram 13 jogos a cada três meses e jogam, em média, até 39,4 horas semanais. Os donos de portáteis são os mais indicados a fazer parte deste grupo, já que 60% dos que tem um Nintendo DS ou um PSP são jovens entusiastas.

Usuários multiconsole

Por fim, o relatório ainda mostra que os usuários que tem um PlayStation 3 são os mais propensos a ter mais de um console. Além disso, apenas 10% dos usuários do PlayStation 2 têm o PlayStation 3.

Em relação aos consoles de bolso, 45% dos proprietários do PSP têm um Nintendo DS e cerca de 21% dos usuários do DS também têm um PSP.


Criador de Shenmue não trabalha mais com a Sega

Agosto 12, 2008

Durante uma entrevista cedida ao site Gamasutra, Simon Jeffery, executivo-chefe para a Sega nos Estados Unidos, informou que Yu Suzuki, um dos principais nomes da companhia japonesa e criador de séries como “Shenmue” e “Virtua Fighter“, não trabalha mais na companhia japonesa.

“A última coisa que fiquei sabendo é que ele estava fazendo algumas coisas para o mundo online na China”, falou Jeffery, referindo-se talvez, ao jogo para múltiplos jogadores “Shenmue Online“. Este projeto foi anunciado em 2004, mas havia sido cancelado uma vez que a Sega se retirou do território chinês.

“Ele está se resolvendo sozinho agora. Em breve ele virá com uma idéia nova, embora eu ache que algo não tenha surgido ainda. Mas nós ainda estamos trabalhando com ele. Ele não é mais um parceiro funcionário pela Sega, porém…”, completou.

Núcelo permanente

O executivo ainda comentou que, apesar de grandes nomes terem deixado a Sega recentemente, alguns deles ainda trabalham com a produtora. “Ainda estamos trabalhando com Yuji Naka. A relação com a Prope, empresa fundada por Yuki, existe”.

“Eles estão criando produtos, embora nada tenha sido lançado ainda, mas ainda estamos trabalhando com ele. A relação com a Platinum, formada com funcionários da Clover Studios (“Okami“), é definitivamente parte disso. Nós queremos continuar trabalhando com pessoas de grande nome”, explica.

Breve histórico

Yu Suzuki tem 50 anos, é designer e produtor de jogos e sua carreira foi totalmente construída na Sega. Em 2003, ele se tornou a sexta pessoa a conseguir entrar para o Hall da Fama da AIAS, Academia de Arte e Ciências Interativas dos Estados Unidos.

O projeto mais ambicioso de Suzuki foi definitivamente “Shenmue“, para Dreamcast, que fez nascer um novo estilo de jogos de aventura com mapas grandes para serem explorados. O título ainda é segundo jogo mais caro da história (US$ 70 milhões), sendo superado apenas pelo recém-lançado “Grand Theft Auto IV” (US$ 100 milhões).

Veja um vídeo de “Shenmue“.


Big N proíbe Miyamoto de falar seus hobbies em público

Agosto 12, 2008

Segundo um artigo publicado na revista The Times, Shigeru Miyamoto, criador de séries como “Mario“, “Zelda” e “Donkey Kong“, foi proibido pela japonesa Nintendo de discutir sobre seus hobbies publicamente para a imprensa.

A decisão foi feita após vários games como “Pikmin“, “Wii Fit” e “Nintendogs” bem sucedidos terem sido criados por Miyamoto a partir de algumas de suas atividades fora do mundos dos videogames. O primeiro foi inspirado por sua paixão pela jardinagem, o segundo vem dos faz exercícios físicos, mais especificamente o nado e o terceiro foi pelo de seu novo bicho de estimação.

Mente valiosa

As idéias vindas de Miyamoto valem muito e a Nintendo acredita que isso irá previnir que companhias rivais observem as atividades do game designer e se inspirem em algumas dessas idéias e produzam produtos com alto potencial de vendas.

No último mês, durante a conferência da Nintendo na E3, Miyamoto revelou sua mais nova idéia proveniente de seus hobbies. Trata-se de “Wii Music“, que veio de sua longa paixão por tocar violão e banjo e que permite ao jogador simular diferentes instrumentos além dos já citados, como bateria e flauta.

Veja um vídeo de “Wii Music“.


EA perde $100 milhões por não produzir game do Batman

Agosto 12, 2008

O analista de mercado da Wedbush Morgan, Michael Pachter, afirmou que a gigante produtora americana Electronic Arts e o estúdio de cinema Warner Bros. deixaram de arrecadar US$ 100 milhões por não produzirem um game baseado no filme ”Batman: O Cavaleiro das Trevas”.

Pachter acredita que, dos US$ 100 milhões, 70% (US$ 70 milhões) iria para a EA, e os 30% (US$ milhões) restantes para a Warner Bros. “Creio que as distribuidoras concluíram que os únicos jogos que funcionam são aqueles com US$ 500 milhões de bilheteria, como “Homem-Aranha” e “Shrek“. Acho que eles não imaginavam que o novo Batman fosse ser tão grande”, disse.

A EA detém os direitos de publicação dos games baseados no homem-morcego, além de outras marcas, e alega que esta é a primeira vez em que um filme do herói estréia sem haver um jogo para complementar o entretenimento.

Motivos aparentes

Um gerente da EA comentou, sem se identificar, à agência de notícias Associated Press que o estúdio Pandemic estava preparando um jogo baseado no filme e, Gary Oldman, que interpreta o Comissário Gordon, disse ter visto uma parte do título em uma entrevista.

Ainda de acordo a AP, especula-se que fatores como prazos estourados, a morte do ator Heath Ledger, que interpreta o Coringa, qualidade e projeções de vendas baixas podem ter ajudado na decisão de não lançar o game.

Pelo menos até o final do ano fiscal da EA, 31 de março de 2009, não há planos para um jogo baseado no filme.

Veja um vídeo do filme blockbuster do herói dos quadrinhos.